“Quando se sonha sozinho, é apenas um sonho. Quando se sonha junto, é o começo da realidade.” Esta frase, atribuída a Miguel de Cervantes — mas que já ecoou nas vozes de John Lennon e Raul Seixas —, resume de forma sucinta o que a maioria dos romancistas sente, e comigo não é diferente.
Eu sonho com um mundo melhor.
Um mundo onde a mulher que se diz livre não seja forçada, após um longo dia de trabalho, a cuidar sozinha da casa, dos filhos e do marido — e que não se sinta compelida ao sexo quando o que lhe resta é apenas a exaustão.
Eu sonho com um mundo onde, sob o pretexto de proteger os mais fracos, não se provoquem guerras que, a qualquer instante, podem fugir ao controle e extinguir a raça humana.
Eu sonho com um mundo onde as religiões cumpram o seu papel de reconduzir a humanidade aos caminhos do sagrado, em vez de se limitarem a explorar os oprimidos por meio da tríade do medo, da fé e da esperança.
Enfim, como diz o cantor e compositor Roberto Carlos:
“Eu quero crer na paz do futuro Eu quero ter um quintal sem muro Quero meu filho pisando firme Cantando alto, sorrindo livre.”
Para me conhecer, basta ler meus livros. Cada personagem carrega um pouco de mim e das pessoas que cruzaram o meu caminho nesta grande aventura que chamamos de vida.
